No dia 18/11 estive em Sapucaia com a minha mãe para vistoriar a última etapa da obra, pagar o saldo que devia ao Sr. Darcy e tirar algumas fotografias para para compartilhar com vocês. Encontrei A Schai, filha da Sônia, cozinhando numa cozinha bem arrumadinha, as filhas dela (Evelyn e Ingrid) correndo pela casa e pelo pátio, e a Sônia nos esperando no alpendre bem ajeitadinho que até vaso de folhagem já tem.
Em vez de chegarmos à casa por uma escada talhada no chão batido, como antes, desta vez entramos pela recém-inaugurada escada de alvenaria revestida por basalto (retirado da casa antiga dela). O barranco na frente da casa, com aquela cara de que poderia desabar na primeira chuva forte, agora também está de cara nova, revestido de um muro de contenção feito de pedras e cimento. Junto do alpendre, os pedaços de troncos e galhos cortados, além da terra que nos dias úmidos se transformava em barro, deram lugar a um patiozinho com piso de pedra e uma área já reservada para a Sônia plantar um pequeno jardim. Tudo cercado por uma cerca mais nova, mais forte e bem mais alta do que a que estava lá antes, o que se traduz em maior segurança para os moradores e objetos de maior valor na casa.
Ainda falta alguma coisa por fazer, como o piso em pedra das laterias da casa e do pátio dos fundos, a substituição da calha (que foi mal-feita da primeira vez) e a instalação de mais um sumidouro para a drenagem da água nos dias de chuva forte, mas a partir de agora essas coisas são com a Sônia, porque eu entro agora no período de "vacas magras" (já que opto por não trabalhar--o que significa não ganhar dinheiro--no verão). Mesmo com as pequenas coisinhas que terão de ser feitas aos poucos, a casa já tem muito mais conforto e segurança do que o casebre antigo e caindo aos pedaços onde ela morava antes, sem falar que está muito mais bonita. Resumindo, posso dizer que hoje, como resultado da mobilização de muitas pessoas, a Sônia mora numa casa digna, como merece viver alguém que trabalha (e muito) desde o início da sua adolescência.
Muita gente me elogia pela iniciativa deste projeto, mas a verdade é que eu, sozinha, não teria conseguido este resultado. Mais ou menos como o regente de uma orquestra, o meu mérito foi ter conseguido organizar esse mutirão de solidariedade, em que cada um contribuiu o que podia e como podia--alguns mais, outros menos. Mas também na orquestra há instrumentos maiores e menores, mais fortes e mais fracos, e a sua variedade é que enriquece a música.
Entre doações diretas e dinheiro arrecadado para esse fim em diferentes oportunidades (como no aniversário da Susan, minha irmã) foi levantado R$ 13.170,00. Os pagamentos registrados somaram R$ 22.765,00, embora vez por outra eu tenha gasto com despesas menores (fios elétricos, pregos, material complementar, etc.) que acabava esquecendo de registrar. Do meu próprio bolso gastei, portanto, cerca de 10 mil reais, mas parte também deste dinheiro (cerca de 25%) veio da venda de livros, seja por meio do meu site (http://www.linguaestrangeira.com.br/), ou em palestras ou de cursos que eu dei.
Posso garantir que cada centavo valeu a pena, como vocês poderão ver nas fotos abaixo. As do lado esquerdo são de como a casa era antes, as do lado direito de como ficaram depois.
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| Da cozinha antiga, como vocês podem ver, não deu para aproveitar absolutamente nada. |
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| Essa foto foi tirada antes de colocarmos a geladeira doada pela Francesca. |
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| O pior problema do quarto eram as frestas enormes nas paredes, que deixavam passar muito frio. |
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| As máquinas que antes estavam apinhadas no banheiro agora estão na área de serviço. |
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| O banheirinho ficou uma graça! |
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| A área velha era, além de feia, úmida porque ficava numa parte muito baixa do terreno. |
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| Até os cachorros aprovaram a área nova. |
Ih, acho que ultrapassei a minha cota de imagens. Vou deixar as ouras para uma próxima postagem. Acho que já deu pra ter uma idéia da diferença que nós, juntos, fizemos na vida desta família. Então fica a sugestão: se não der para fazer sozinho, peça ajuda--como eu fiz! Sei que já disse isso mas não custa repetir: Juntos somos muito mais fortes e mais capazes.








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